sexta-feira, 28 de outubro de 2011

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

querer é poder !

"A vontade pertence somente ao individuo...ele governa o mundo. Se a vontade se ausenta, o mundo automaticamente toma a direção, se preocupar é , então inútil, serve apenas para perpetuar sua dependência do mundo, o que significa depender do mundo???
Significa que quando você esquece, você se reduz,decresce, o mundo se torna seu chefe, os seres sem vontade reduzem-se a anões psicológicos e vagam no próprio universo com o rabo entre as pernas, encurvados sob o peso dos sentimentos de culpa, assustados mortalmente pelos fantasmas que eles mesmos criaram."

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

Recomeços...

De tudo na vida ficam trés coisas...

A certeza de que estamos sempre começando
A certeza de que precisamos continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto devemos:

Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo uma escada
Do sonho uma ponte...



terça-feira, 6 de setembro de 2011

O contrário do Amor













O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

sábado, 23 de julho de 2011

Present

Last night, I found myself reviewing my old photos, not so old then, but I can no longer recognize them! You know when you look at a picture from 10 years back and you think how funny were the clothes you wore, or why was the hair so weird? Yeah ... but I'm not just feeling this sense of physical change, but innerchange!

Sometimes, and I'm sure many of these times will come yet, life challenges us with choices, spontaneous or not, life brings some doubt, the whys, questions, failures, frustrations and all of sudden we face us having to choose which direction to go, which way should I go? the easiest? the longest? the most effective? the most painful? alone? accompanied? close? far? Anyway ... choices are part of every minute of our lives, some have gone unnoticed, others catch us by surprise and we spent hours or days solving which way we should go.

A few months are becoming long years in my life, and I have a theory for this feelings.
When you choose to do something that wasn’t part of your routine or your first plan, you interrupt a pattern of choices made automatically because of the rush of everyday life, and things change ,it seems that this acts works as a chain of changes and everything start to be different, and the result of your choices begin to bring a wave of new standards, new opportunities, new pleasures, new discoveries, new friends, and it all brings about a background of knowledge and growth that was stored inside you for years and years while we made the same choices!

I do not know what will be the result of my choices, nobody knows, what really matters is that so far it’s already worthy , I have learned that the best, is what happens NOW and the past is what leads to the present, is no accident that we call today the PRESENT, because every day should be valued as a PRESENT, a new day is a gift we receive ... And the future? Belongs to God....So, don’t try to be God! Why you'll be worrying about tomorrow if is what you won today is a beautiful PRESENT...

Carpe diem

Juliana Brunetti

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PRESENTE









Ontem de noite, me peguei em um momento revendo minhas fotos antigas, não tão antigas assim, mas não consigo mais me reconhecer nelas! Sabe quando vc olha uma foto de 10 anos atrás e da risada da roupa q você estava usando, ou porque aquele cabelo, ou penteado tão esquisito? Pois é… mas não tenho apenas essa sensação de mudança física, mas sim interior!

As vezes, e ainda tenho certeza que virão muitas dessas vezes, a vida nos desafia com escolhas, espontâneas ou não, a vida traz as duvidas, os porquês, as questões, os fracassos, as frustrações e de uma hora para outra estamos diante de nos mesmo tendo que escolher para que direção vamos, qual o caminho que devo percorrer? o mais fácil? o mais longo? O mais garantido? O mais dolorido? Sozinho? Acompanhado? Enfim… escolhas fazem parte de todos os minutos das nossas vidas, algumas já passam despercebidas, outras nos pegam de surpresa e passamos horas ou dias resolvendo para que lado vamos seguir.

Poucos meses estão se tornando longos anos na minha vida, e eu tenho uma teoria para essa sensação de estar amadurecendo em velocidade intensa.

Quando você escolhe fazer algo que não fazia parte da sua rotina ou ate dos seus planos, você interrompe um padrão de escolhas feitas automaticamente por causa da correria do dia a dia, e isso muda parece que age como uma corrente de mudanças e tudo passa a ser diferente, e os resultado de suas escolhas começam a trazer uma onda de novos padrões, novas oportunidades, novos prazeres, novas descobertas, novas pessoas , e isso tudo traz uma bagagem de conhecimento, e de crescimento que ficou ali guardada anos e anos enquanto a gente fazia as mesmas escolhas!

Não sei qual vai ser o resultado final das minhas escolhas, ninguém sabe, o que importa é que até então já valeu apena, aprendi que o melhor da historia é o que esta acontecendo AGORA e que o passado é o que nos leva ao presente, é não é por acaso que chamamos de PRESENTE, porque todo dia deveria ser valorizado com tal, um novo dia é um PRESENTE que recebemos… E o futuro? Á Deus pertence, não é o que escutamos por ai? Então? Vai ficar se preocupando com o amanha se o que você ganhou hoje foi um lindo PRESENTE…

Viva a Vida

Juliana Brunetti